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Sambas Para Um Amor Violeta Vol. 2

2007

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Letras

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Créditos

As vozes e as cordas são de Assis Almeida e Bruno O. Barros; a programação, os sintetizadores e os teclados, de Leo Airplane; há também as participações especiais de Marcelo dos Reis e Andressa Pontes nos vocais de "A Volta do Enganador". A produção é de Leo Airplane.

Remorso

Assis Almeida & Bruno O. Barros

Grande é a minha mágoa
Que carrego solitária
Choro o seu partir
Me embriago sim
Para aliviar a minha alma

E ainda dizem que a dor acaba
Quando a Terra gira e a noite passa
Acontece que o que sinto em minha pele
Vale mais que ditado popular

Mas quem sabe se você puder me perdoar
O tempo mude e a vida volte sorrir
Pra mim
Ser feliz, só assim
E ainda dizem que quem sonha
Realizado um dia acordará
Mas sofrendo não há sonho bom
Só pesadelo para torturar

Sorte de quem é feliz
Quem faz sorrir o seu grande amor
E dor é destruir o que havia em alguém
Quem um dia sorrisos mostrou

Remorso, me faz chorar
Bebendo, busco forças para lutar
Para esperar o meu amor
E seu sorriso que me deixou aqui

Mas quem sabe se você puder me perdoar
O tempo mude e a vida volte sorrir
Pra mim
Ser feliz, só assim

A Volta do Enganador

Bruno O. Barros

- É por ti que amanhã regresso dos confins da devassidão. Confesso: Poucas noites me deitei sozinho; busquei em outras o teu carinho.

- Haja dor pra sofrer, amor! E ciúme pra corroer... É rancor que estraga o amor, e só você pra desfazer o mal estar de estar sem ti, o medo de que vá sem mim pra longe, mais uma vez... Que tal largar o peso e então tranquilizar meu peito jurando eterno amor?

- Não sei bem sobre qual peso indagas. Desconheço essas dores amargas. Deixa de pensar tanto na vida, pois assim já me vejo de saída.

- Por favor, não faz isso, amor!! Já me bastou perder uma vez o calor que nunca lhe faltou, o seu bom português, os discos gastos de ouvir, os lanches matutinos (preparados a quatro mãos), o modo que olhas pra mim (um meio-olhar tranquilo), nossa cama posta: o chão.

Beba Antes de Agitar

Assis Almeida

Um beijo sem gosto
Voar sem o ar
O vento no rosto
Em pleno fundo do mar

Já sei qual direção
Qual caminho trilhar
Não dependo do sol
E nem do luar

Tudo é claro
Mas você não sabe sonhar
Nada em sua volta
Costuma ser real
Nesse seu cérebro
Monofuncional

Aqui não há pátria
Ninguém lê jornal
Não cante novamente
O hino nacional

Tudo é claro
Mas você não sabe sonhar




Hoje

Bruno O. Barros

Ontem
te vi amanhã
com medo de estar
querendo perder
a mim
que hoje estou
buscando evitar
tal amanhecer
sombrio
que espera por nós...

Quem iria imaginar
te ver livre a pensar
em ver a mim largado enfim?

Pois só assim para findar no
hoje
e organizar
o medo de pensar no medo
de tê-la roubada,
bandida!
Falada,
caída!
Perdida na vida...