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A voz, violões e guitarras são de Bruno O. Barros; a programação, os sintetizadores, os teclados, o acordeom e o baixo são de Leo Airplane. A produção é de Leo Airplane.
Quis, por medo, escapar...
mas vi que sem ti não dá
Sonho ou penso? Não sei...
O fato é que a resposta é "talvez"
E eu sei que as flores
que deu, não passam de invenção
Um delírio, devaneio qualquer,
sem chance de interação
Não sei porque medo tens,
já que só te ofereço o bem
O tempo, dizem, não volta atrás;
Rancor, no entanto, o faz
E eu sei que as flores
que dei, foram de coração;
Um delírio, devaneio qualquer,
sem chance de interação
Eu sei que essas flores
que há muito viveram de amor,
hoje são sombras sem cores:
só sofrimento e dor
Juntei todo meu vocabulário,
preces, idéias, dignidade e dor
pra por um ponto final
antes que começasse o rancor
De fato palavras não te faltam
crenças, livros e austeridade tens
e ainda assim vens a mim
com palavras dúbias
buscando pôr um fim
Até que não foi difícil
levando em conta o sacrificio que
era ter você presente
controlando de trás pra frente
a mim
Seu coração tem uma espessa
camada de maquiagem ao redor;
O que dizes de trás-pra-frente
soa-me tão diferente: melhor
A carta do bispo
chegou pra me canonizar
por aguentar você por tantos meses,
suportar seu gênio ruim
peculiar
O povo está nas ruas
pra me receber...
vão cantar o hino da vitória
num brado cheio de orgulho
por te deixar
Eu até queria
destruir todos seus planos
Mas a minha vingança
é poder te ver pastar
Vampira, vadia,
todo o tempo que passou comigo
não ficará na minha memória
duas caixas de cerveja
e o mundo transmutará
Mulheres entregues
é o que não falta na minha vida
verdade seja dita: você só presta
pra duas noites de egoísmo e vomitar
Eu até queria
acabar com a tua espécie
Mas como nas novelas
me contento em te humilhar
Eu até queria
chorar todas minhas mágoas
Mas você, nojenta,
me dá forças pra cantar